Análise de resíduos nos FLV da Ceasa/SJ apresenta 80%de conformidades
Das 65 amostras recolhidas, 80% estavam de acordo com os níveis permitidos de agrotóxicos
Os resultados das análises de resíduos de agrotóxicos em frutas, verduras e legumes (FLV) comercializados na Ceasa/SC foram entregues aos produtores rurais e boxistas, em novembro. De acordo com o engenheiro agrônomo André Medeiros, das 65 amostras recolhidas no final de setembro, 80% apresentaram conformidade, ou seja, estavam de acordo com os níveis permitidos.
O produtor Jaime Felippe, 35 anos, valoriza o cuidado com o uso dos defensivos agrícolas. Ele explica que tem uma cliente com criação de coelhos, que são animais muito sensíveis para a qualidade dos alimentos. Ela compra seus legumes ,pois confia na qualidade.
“É a quarta vez que fazem análises dos meus produtos e nunca deu inconformidade. Capricho com essas coisas, o que não quero pra mim, não quero pra ti. Quando eu colho, penso no próximo”.
O produtor Lírio Vanderlino Meurer, 58 anos, ficou satisfeito com o resultado. “Tivemos problemas no passado, corrigimos e há anos que sempre deu tudo certo. É importante fazer essas análises. Cada produto tem receituário próprio. Além disso, tem que respeitar a carência, ou seja, se aplica o produto, tem que esperar um período para poder colher”, explica o agricultor, que trabalha há mais de 30 anos na Ceasa.
Para os empresários dos boxes, a análise dos resíduos de agrotóxicos faz parte da rotina há bastante tempo. O boxista Ariel Duessmann faz o monitoramento de seus produtos há cerca de 10 anos, para atender às exigências de clientes supermercadistas. É a mesma situação do boxista Lucinei Estevão Guesser, 33 anos. “Sempre estivemos em conformidade, acho muito importante”, valoriza Guesser.
Os produtores ou boxistas que tiveram suas amostras identificadas com inconformidades recebem orientações da Ceasa-SC e são convocados pelo MP/SC para assinar um TAC- Termo de Ajustamento de Conduta. O produtor ou a empresa devem se comprometer a fazer a rastreabilidade e arcar com os custos de duas amostras.
A medida faz parte de um TAC assinado pela Ceasa-SC em 2010 com o Ministério Público de SC. Por meio deste, são realizadas anualmente a coleta e análise de 120 amostras de hortifrutis comercializados na Central.




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