Atacadistas buscam apoiopara evitar aumento no rateio e demissões com a licitação da limpeza
Ações de mobilização como Abaixo-assinado, reunião com permissionários e visitas à autoridades estão sendo realizadas pela AUPC para buscar reverter a licitação
Adiretoria da Associação dos atacadistas (AUPC) está mobilizada para reverter a iniciativa da Ceasa-SC de licitar e contratar empresa para realizar a limpeza no pátio, entre outros serviços. É que isso vai acarretar na demissão de 23 funcionários que já realizam esse trabalho desde 2007.
A decisão de assumir a responsabilidade da limpeza do pátio em 2007 foi em conjunto com as diretorias da Ceasa e da AUPC, após a rescisão do contrato com empresa licitada da ocasião. Em todos esses anos ficou evidente que a decisão foi acertada, pois reduziu os custos do rateio em torno de 60% mesmo pagando salário maior para cada trabalhador. Isso resultou em uma equipe de varredores comprometida e uma Ceasa limpa e agradável para receber compradores e permissionários.
Diante da decisão da Ceasa em licitar esse trabalho, a diretoria da AUPC convocou os boxistas para debater a terceirização dos serviços de limpeza e os custos da consequente demissão dos funcionários, em 19 de outubro/20. Na reunião, os presentes deixaram evidente o descontentamento e definiram ações de mobilização para buscar reverter a licitação, entre elas:
- Apresentar um abaixo assinado com 80% dos atacadistas e produtores rurais contrários a terceirização;
- Buscar apoio junto as autoridades para esclarecer a situação e buscar sensibilizar o Governo e o Ministério Público para reconsiderar a licitação.
“A terceirização vai aumentar os custos no rateio, quando todos estão lutando para manter suas empresas em tempos de pandemia”, destaca Pedro. Além do rateio de R$ 137.800,00 por mês para a empresa licitada, as rescisões e indenizações devem custar mais R$ 400 mil, pois a Associação não dispõe desses valores”, ressalta.
É preciso saber quanto e o que é cobrado nos rateios
Segundo o presidente da AUPC, Pedro Garcia, a Ceasa-SC rompeu esse acordo com a limpeza e também desconsiderou o compromisso de não lançar nenhum débito sem a prévia análise e aprovação da AUPC sobre os valores rateados. “Os permissionários precisam saber e aprovar antecipadamente quanto e o que estão pagando no rateio. Isso é imprescindível,” ressalta Pedro.
Os permissionários pagam mensalmente dois valores à Ceasa-SC. Um é o TPRU - Termo de Permissão Remunerada de Uso (aluguel) e o outro valor é referente ao rateio das despesas das áreas de uso comum, que incluem limpeza, varrição, etc. Após receber o valor do rateio, uma parte é repassada à AUPC para custear os funcionários.




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