MP-SC reivindica ajuste no horário da Ceasa/SJ
A Ceasa está negociando estabelecer um horário que atenda o Ministério Público e tenha o menor impacto na comercialização e no trânsito local. Trata-se de uma alteração de apenas uma hora e todos serão comunicados com antecedência quando entrar em vigor
Movimentar mais de mil toneladas por dia na Ceasa São José e não fazer barulho antes das 7h é tarefa quase impossível. É uma caixa que cai, uma buzina de ré, uma conversa, movimentação dos carrinhos, jacarés, pessoas...
No silêncio da madrugada esses sons vão longe, perturbam os vizinhos e geram reclamações. Assim, mais uma vez o MP-SC se manifesta buscando junto a diretoria da Ceasa iniciativas para respeitar a lei do silêncio.
Segundo o presidente da Ceasa-SC, José Angelo Di Foggi, a mudança de horário solicitada pelo MP-SC trata-se de uma pequena alteração, de apenas uma hora, para a entrada na Ceasa/SJ. “Não será uma mudança significativa, mas pode impactar no trânsito na região. Há um impasse e a Ceasa-SC está tomando as medidas necessárias”, destaca.
Ocorre que a Ceasa estava liberando a entrada dos produtores e compradores um pouco antes do horário estipulado para evitar transtornos no trânsito em torno da Central. Essa questão de logística será apresentada em audiência com o MP-SC pela Ceasa como argumento e justificativa.
A Ceasa também realizou uma consulta entre 28 a 30 de setembro onde ouviu 345 pessoas para avaliar qual seria o melhor horário de funcionamento.
Dessas, 40,6% preferem que o horário seja unificado para iniciar a comercialização às 7h, como na segunda-feira. 31,9% preferem do jeito que está (2º às 7h e demais dias às 8h) e outros 24,9% preferem retornar ao horário da tarde.
Entre os entrevistados 34,8% são compradores, 31,3% produtores rurais e 20,9% boxistas, além de chapas e colaboradores.

Para o atacadista Adilson Schmitt, o horário atual está ótimo. “É só respeitar o horário de silêncio das 22 às 6h”, ressalta.




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